(Fonte:
CPU
MSX - Ano 2 n.21 - Outubro/1990)
MSX Turbo R. Uma nova geração

A evolução dos micros MSX é uma das historias mais interessantes no ramo
dos computadores. Ela conta o grande negócio que os japoneses fizeram
adquirindo a tecnologia americana e utilizando a prática do Know-How.
Podemos ver esta estória como a de um homem simpático, afável, fortemente
dependente da vontade, chamado Kazuhiko Nishi. Fez o MSX standard a
incentivou a industria Japonesa a fazer o MSX como um padrão pare todos os
HOME COMPUTERS do mundo.
Vamos apenas resumidamente, fazer uma retrospectiva da sua evolução
constante e vertiginosa. Talvez mais do que isso, nos dê uma lição de
tecnologia e respeito aos usuários, um empreendimento sério, algo muito
raro de se achar em outras linhas de micros que normalmente acabam na beira
da sarjeta. Agora que o MSX atingiu maior idade, despedindo-se do grupo de 8
bits, podemos afirmar com certeza que ele foi o maior, melhor e insuperável
micro de 8 bits que apareceu no mundo. A revista japonesa MSX MAGAZINE de
outubro fala da expectativa e da grandiosidade dos programas que deverão
der lançados ainda este ano, sendo que ele será sempre imbatível até
como 16 bits.
Retrospectiva
dos acontecimentos mais importantes:
-
Em
junho de 1983 é lançado oficialmente o MSX padrão.
-
Em
Janeiro de 1984 é lançado os MSX da SONY, SANYO, PANASONIC, JVC,
YAMAHA, PIONNER, CANNON.
-
Em
maio de 1984 é lançado o primeiro drive de 3 1/2 do mundo HBD-50.
Uma tecnologia desenvolvida pela SONY.
-
Em
dezembro de 1984 é lançado o MSX portátil da CASIO.
-
Em
maio de 1985 a lançado o MSX2.
-
Em
agosto de 1986 a empresa japonesa NEOS
lança dois cartuchos pare conversão dos MSX em MSX2.
É o Version UP Adpater.
-
Em
julho de 1987 a Mitisubishi lança o MSX ML-TS2H, o primeiro MSX
voltado para comunicação. Incorporado um modem a um telefone na pane
superior do gabinete, o que chamava atenção.
-
Em
setembro de 1988 é lançado o MSX2+.
-
Em julho de 1989
é lançado a primeira interface para discos rígidos de 20 a 40 Mega
bytes.
-
Em dezembro de
1989 é lançado um digitalizador de SCRREN 12/8 externo SONY e um
Scanner de mão.
-
E
agora em outubro de 1990 a lançado o MSX TURBO R, o primeiro MSX de 16
bits.
Especificações
técnicas do MSX Turbo R
Estas
são as características do PANASONIC FS-A1ST, um dos primeiro modelos MSX
TURBO R:
-
CPU
R800 16 bits (clock de 29 Mhz),
-
Z80
8 bits (clock de 7.16 Mhz),
-
V-9958
vídeo,
-
AY-3-8910
audio PSG,
-
Ym2413
audio FM
Os
técnicos japoneses conseguiram acelerar o Z80 até o Maximo de 7.16 Mhz.
Acima disso foi impossível. Para ultrapassar este limite foi então
desenvolvido um novo chip, o R800, que possui muita das funções do Z80. O
R800 opera numa velocidade de 29 Mhz. Para o Z80 "conversar" com o
R800 foi necessário utilizar S1990 Chip Suport System, responsável também
pelas operações de slot, I/O e acesso a ROM. Por falar em slot, é bom
dizer que todas as conexões externas "BUS EXP" do micro estão em
8 bits para manter a compatibilidade com todos os periféricos. Os técnicos
já estão desenvolvendo um novo chip que seria a união do R800 com o Z80
eliminando assim a tarefa do tradutor S1990. Se esta união acontecer
teremos a certeza que este micro será o mais rápido 16 bits do mundo.
-
Sistema
Operacional de Disco (DOS) MSXDOS2 versão 2.20
-
RAM
total de 384 Kbytes (configuração mínima aceitável) sendo 256 K
bytes de Ram principal a 128 K bytes de ram de vídeo.
-
Os
256 Kbytes da Ram principal são mapeados. A memória segue aquela mesma
divisão que vai de 0000h ate FFFFh.
-
ROM
total de 128 K bytes sendo 80 K bytes de BASIC-MSX versão 4.0 e 32 K
bytes de DISK-BASIC versão 2.2 e 16 K bytes de MSX- MUSIC.
-
10
vezes mais rápido que o MSX 2+.
-
Possibilidade
de conversação entre o micro e o usuário.
O
MSX TURBO R traz incorporada a tecnologia PCM (Pulse Code Modulation), a
mesma técnica utilizada nos CD laser para digitalização de voz. O
computador pode falar e escrever ou simplesmente mudar um menu após uma
ordem falada pelo usuário. O timbre da voz é captada por um pequeno
microfone incorporado no painel de luzes indicadores do micro.
Num
futuro bem próximo, os microcomputadores não terão mais a figura do
teclado, uma peça do passado. Através de pequenas respostas como
"Sim", "não", "fim", ou "faça isto ou
aquilo", os usuários poderão comandar seus programas atingindo a
simplicidade máxima de operação. Hoje, alguns programas de computadores
se utilizam da tecnologia do MOUSE em substituição do teclado, trazendo
diversas vantagens. O Basic-MSX não possui ainda comandos para operar
o PCM, mas um soft dedicado que acompanha o micro faz esta operação. O PCM
é independente do FM e do Psg. Podemos ouvir música ao mesmo tempo que ele
fala. Um exemplo prático seria criar um programa tipo autoexec e, para que
quando o micro fosse ligado, reconheça a data/hora do sistema transmitindo
em seguida uma mensagem útil como: BOM DIA, VOCE HOJE TEM CONSULTA NO
DENTISTA AS 17:00. Cada mensagem pode durar ate 30 segundos por arquivo.
Será
comum os jogos tipo Zanac ou Space Invaders serem programados em Basic,
tendo a mesma performance daqueles que foram programados em Linguagem de máquina
para a versão 8 bits.
MSXDOS2
- Um poderoso sistema operacional
O
MSX TURBO R vem equipado com uma nova versão do Sistema operacional de
discos. Os programas MSXDOS2.SYS e COMMAND2.COM são os responsáveis pela
nova estrutura de armazenamento de dados. Através de diretórios a subdiretórios,
é possível manter um nível de organização de arquivos incomparável com
a versão anterior. Esta nova versão mantém a compatibilidade com a versão
MSXDOS1.xx e com a versão MS-DOS 2.2 da linha PC. Os novos comandos do DOS2
foram incluídos no Disk-Basic que foi atualizado para a versão 2.2 . Este
novo sistema suporta o uso de Disco Rígido (winchester) de 20/40 a 80 Mega
bytes. Veremos a seguir os comandos do MSXDOS2:
ASSIGN: Assinalar drive lógico pare físico.
ATDIR: Editar atributos de
diretório. Podemos por exemplo, esconder todo um diretório.
ATTRIB: Editar atributos de arquivos.
Podemos por exemplo, definir um arquivo só para leitura ou não.
BASIC: Carrega da ROM o MSXDISK BASIC.
BUFFERS: Mostra ou troca o número
de buffers de disco do sistema.
CD: Mesmo que CHDIR
CHDIR: Mostra ou troca o
diretório raiz.
CHKDSK: Verifica a integridade dos
arquivos no disco.
CLS: Limpa a tela.
CONCAT: Unir arquivos.
COPY: Copia arquivos.
DATE: Mostra ou troca a data do
sistema.
DEL: Mesmo que ERASE
DIR: Mostra os arquivos de um disco.
DISKCOPY: Copia todo o disco em outro.
ECHO: Imprime o texto seguinte
ERA: Mesmo que ERASE.
ERASE: Apaga um ou mais arquivos.
EXIT: Sai do COMMAND2.
FIXDISK: Atualiza discos MSXDOS1
pata serem compatível com a formatação
MSXDOS2.
FORMAT: Inicializa um disco
KMODE: Liga/desliga o modo KANJI
MD: Mesmo que MKDIR
MKDIR: Cria um novo subdiretório.
MODE: Troca o modo de tela
MOVE: Transfere arquivos de um lugar
para outro no disco
MVDIR: Transfere subdiretórios de
um lugar para outro no disco
PATH: Mostra ou troca o caminho do diretório
para os comandos BAT a COM.
PAUSE: Ocasiona uma parada no sistema.
RAMDISK: Mostra
ou troca o tamanho da RAM DISK
RD: O mesmo que RMDIR
REM: Introduz comentários para arquivos
BATCH (BAT).
REN: O mesmo que RENAME
RENAME: Troca o nome de um ou mais
arquivos.
RMDIR: Apaga um ou mais subdiretório
vazio
RNDIR: Troca o nome de um ou
mais subdiretório
SET: Mostra ou edita os itens de
configuração ambiente do sistema.
Exemplo:
SET
REDIR
UPPER=OFF
ECHO=OFF
PROMPT=OFF
PATH=;
TIME=12
DATE=dd-mm-yy
TEMP=A:\
HELP=A:\HELP
SHELL=A:\COMMAND2.COM
TIME:
Mostrar ou editar a hora do sistema
TYPE: Mostrar o conteúdo de um arquivo.
UNDEL: Recupera arquivos previamente
apagados
VER: mostrar o número da versão do
MSXDOS
VERIFY: Liga/desliga o estado de
verificação
VOL: Mostrar ou trocar o nome do volume
do disco
XCOPY: Copiar arquivos e diretório de
um disco para outro
XDIR: Mostrar todos os arquivos dentro
de um diretório
Alem
desses, foram adicionado também diversos comandos na linha de edição do
DOS, entre eles, existe um que é bastante útil. Pressionando a seta para
CIMA podemos listar os comandos anteriores que foram digitados e,
pressionando a SETA para BAIXO, temos uma posição inversa. Uma característica
igual do "prompt" do dBASEIV
O
sistema operacional de discos do MSX TURBO R prevê também outras
facilidades chamadas entrada-padrão, saída-padrão e redirecionamento de
E/S (REDIRECTION AND PIPE-LINE). Esta e uma característica muito utilizada
no sistema operacional UNIX, que vem sendo utilizado em todo mundo numa
ampla faixa de computadores, desde micro pessoais de 16 bits até máquinas
de grande porte. Muitos comandos, programas CP/M e programas MSX-DOS recebem
a entrada pelo teclado e a saída enviam para a tela. O teclado é
considerado entradapadrão e a tela a saída-padrão. Como pequeno
exemplo, um comando real: o comando ECHO normalmente envia sua mensagem
para a tela. Podemos redirecionar a sua saída- padrão para a impressora:
ECHO
texto bla bla PRN
ou de maneira
semelhante, podemos referenciar a saída-padrão para um arquivo a ser
criado no drive A.
ECHO
texto bla bla A:TESTE
Para
adicionar a saída de um comando num arquivo já existente, o símbolo >
deve ser usado no lugar do símbolo. Um outro exemplo utilizando o comando
SORT (não presente no DOS2 a sim no MSXDOS TOOLS da ASCII, que foi
amplamente comentado no livro SISTEMAS OPERACIONAIS DO MSX & SUAS FERRAMENTAS
de Sergio Elias e Paulo Roberto Elias):
SORT
<A:DESORDEM.DAT
A:ORDEM.DAT
Como
era de se esperar, podemos redirecionar simultaneamente a entrada e a saída
de um comando, desde que, é claro, o comando leia sua entrada da entrada-padrão
e escreva sua saída na saída- padrão. Alguns
comandos de disco no Basic foram criados para suportar a nova estrutura do
DOS2. Outros foram modificados:
CALL
CHDIR:
Exemplo: _CHDIR ("WORK"). Muda o
diretório corrente
CALL
CHDRV
Exemplo: _CHDRV ("H:"). Muda o drive
corrente.
CALL
MKDIR
Exemplo: _MKDIR ("WORK"). Cria um
subdiretório
CALL
RMDIR
Exemplo: _RMDIR ("WORD"). Apaga um
subdiretório
CALL
RAMDISK
Exemplo: _RAMDISK (1024). Define o
tamanho do drive H com 1K bytes.
CALL
SYSTEM
Exemplo: _SYSTEM ("DBASEII"). Sai do
ambiente Basic, entre no DOS executando o programa DBASE.
FILES
Exemplo: FILES,L. Mostra o diretório de um
disco na forma vertical e com os seus respectivos atributos.
Com
todas estas vantagens, um Basic super poderoso, som FM / PSG ou até mesmo
SCC, acima de 9 canais com reprodução de qualquer forma de onda, com 63
instrumentos diferentes embutidos, conversor de voz A/D PCM, gráficos com
ate 19268 cores, tela com 424 linhas em modo overscan, possibilidade de
conexão de 6 drives físicos entre eles winchester de 20 / 40 ou 80 Mbytes,
expansão da VRAM para obter maior numero de paginas gráficas, expansão
direta da RAM ate 12 Mbytes e um preço irrisório de $630,00 no Japão, faz
o MSX TURBO R ser incomparavelmente superior a qualquer outro micro de 16
bits existente no Brasil. Um micro arrojado, bem estruturado a desenvolvido,
um micro imbatível, um verdadeiro AMIGO.
Teste
de Velocidade
10
DEFINT A-Z
20
PRINT "Inicio..."
30
TIME=0
40'
(PC) TI#=TIMER
50
DIM F (10000)
60
FOR I=2 TO 100
70
IF F (I)=0 THEN J=I*I TO 10000 STEP I:F(F)=1: NEXT
80
NEXT
90
C=0
100
FOR 1=2 TO 10000
110
IF F (I)=0 THEN C=C+1
120
NEXT
130
PRINT TIME/60
135
' (PC) PRINT TIMER-TI#
140
PRINT "OK. Quantidade
de primos eh";c
| COMPUTADOR |
TEMPO |
| MSX+ A1
WSX |
87
segundos |
| MSX1
EXPERT DD-PLUS |
85
segundos |
| IBM-PC AT
286 c/ 8Mhz |
26 segundos |
| IBM-PC AT
286 c/12Mhz |
17
segundos |
| MSX TURBO
R |
15
segundos |
| IBM-PC 386
|
9 segundos |
|