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Funções
do TRS-DOS
Em
comparação com outros sistemas operacionais, o TRS-DOS e sua família
oferecem uma grande simplicidade de operação, aliada a um domínio
bastante abrangente sobre os recursos e as funções básicas do computador.
O TRS-DOS é, por exemplo, consideravelmente mais poderoso do que o popular
CP/M: o mesmo acontece em relação ao Apple-DOS. As funções do TRS-DOS são
múltiplas, e podem ser agrupadas em diversas categorias. A maioria dos
comandos se relaciona diretamente com operações com discos e arquivos.
Entretanto, existem comandos mais específicos pare lidar com outros
recursos do computador, como o relógio interno, o acesso à execução de
programas em linguagem de máquina, etc.
Através desses comandos relativos à manipulação de arquivos, podemos
realizar as seguintes funções: formatar disquetes, copiar arquivos de um
lugar para outro, apagar, criar, concatenar, renomear, imprimir e mostrar
arquivos, transferir dados e programas da memória central para disco e vice-versa,
transferir dados de fita para disco e vice-versa, atribuir parâmetros e
senhas de acesso a disquete e arquivos, proteger e desproteger disquetes
contra gravação, dar informações sobre o diretório e a organização de
um disquete, etc.
Outro conjunto de comandos permite o acesso e a modificação do acesso a
determinados periféricos, como limpar a tela, colocar a data e a hora na
tela, fixar a largura e o comprimento dos formulários de impressão,
interligar vídeo a impressora para fins de saída, modificar a rota de
transmissão de um periférico para outro, ajustar os parâmetros de
transmissão na interface serial tipo RS-232C, etc. Do ponto de vista da
programação por parte do usuário, o sistema operacional oferece vários
recursos, como a possibilidade de delimitar e testar a memória absoluta de
trabalho, carregar e descarregar programas binários da memória para disco
e vice-versa, criar, executar, examinar e modificar programas em código
absoluto (hexadecimal), depurar, alterar trilhas absolutas em disco, etc.
Os
sistemas do tipo TRS-DOS lançados por concorrentes, tais como o NEW-DOS e o
L-DOS, oferecem recursos ainda mais potentes, como a possibilidade de
gerenciar e definir separadamente os atributos e características de cada
unidade de disco, como densidade, número de trilhas, tipo, capacidade, etc.
O L-DOS, por exemplo, pode gerenciar qualquer mistura de acionadores de 5 ¼
polegadas, 8 polegadas, Winchester, etc. Esses sistemas mais avançados
permitem também reconfigurar o hardware da UCP, em função de diversos retrofits
(modificações de hardware introduzidas após a distribuição de um
determinado modelo), tais como velocidade de relógio de 4 MHz, gerador de
caracteres minúsculos, etc.
Em
conclusão, os sistemas TRS-DOS (que no Brasil existem sob nomes diversos,
mas que desempenham basicamente as mesmas funções) são bastante flexíveis
e poderosos, constituindo-se num fator importante para o alto grau de aceitação
que os computadores da linhagem TRS 80 vêm encontrando em todo o mundo.
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COMPARAÇÃO
ENTRE SISTEMAS OPERACIONAIS DE DISCO PARA TRS 80
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|
SISTEMA
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|
CARACTERÍSTICAS
|
TRS-DOS
|
NEW-DOS+
|
NEW-DOS-80
|
ULTRA-DOS
|
V-TOS/L-DOS
|
DOS-PLUS
|
|
Teclas
auto-repetitivas
|
Não*
|
Não
|
Não
|
Não
|
Auto
|
Auto
|
|
Cópia
com disco único
|
Não*
|
Não
|
CMD
|
Não
|
CMD
|
Util
|
|
Purge
|
Não*
|
Não
|
CMD
|
Util
|
CMD
|
Util
|
|
Transferência
|
Não*
|
Não
|
CMD
|
Util
|
CMD
|
Util
|
|
Editor/Assembler
|
Não
|
Util
|
Util
|
Util
|
Não
|
Não
|
|
Disassembler
|
Não
|
Util
|
Util
|
Util
|
Não
|
Não
|
|
Offset
linguagem de máquina
|
Não
|
Util
|
Util
|
Util
|
Não
|
Não
|
|
Teste
de prontidão de periférico
|
Não
|
Auto
|
Auto
|
Auto
|
Auto
|
Auto
|
|
Suporte
a clock de 4 MHz
|
Não
|
Não
|
Auto
|
Não
|
Auto
|
Auto
|
|
Utilitário
patch disco
|
Não*
|
Util
|
Util
|
Util
|
Não
|
Util
|
|
Utilitário
patch automático
|
Não
|
Não
|
Não
|
Não
|
CMD
|
Não
|
|
Roteamento
de periféricos
|
Não*
|
Não
|
Não
|
Não
|
Sim
|
Parcial
|
|
Execução
automática de comandos
|
Não*
|
Não
|
CMD
|
Util
|
CMD
|
CMD
|
|
Suporte
de caracteres minúsculos
|
Não*
|
Não
|
Util
|
Auto
|
Auto
|
Auto
|
|
Spooler
de impressão
|
Não
|
Não
|
Util
|
Não
|
CMD
|
Não
|
|
Driver
RS-232C
|
Não*
|
Não
|
Não
|
Não
|
Util
|
CMD
|
|
Tamanho
do sistema (gran.)
|
14
|
17
|
23
|
17
|
34
|
17
|
|
Velocidade
relativa
|
5
|
2-3
|
1
|
4
|
6
|
23
|
|
Significado:
Não - não apresenta a característica
* - apresenta a característica só na versão 3.1
Util - apresenta, na forma de programa utilitário do DOS
CMD - apresenta, na forma de comando em overlay (arq. /SYS)
Auto - apresenta, na forma de ativação automática
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| MÓDULOS
DE OVERLAY DO SISTEMA OPERACIONAL TRS-DOS 2.3 |
|
Nome
do arquivo
|
Função
|
|
BOOT/SYS
|
Autocarregador
do sistema (bootstrap)
|
|
SYSØ/SYS
|
Executivo
residente do DOS
|
|
SYS1/SYS
|
Interpretador
de comandos
|
|
SYS2/SYS
|
Abre,
inicializa ou estende um arquivo
|
|
SYS3/SYS
|
Fecha
ou purge um arquivo
|
|
SYS4/SYS
|
Maneja
mensagens de erro de disco
|
|
SYS5/SYS
|
Módulo
de depuração (DEBUG)
|
|
SYS6/SYS
|
Utilitários
de biblioteca, como APPEND, ATRIIB, etc.
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Evolução
dos sistemas operacionais de disco para o TRS 80
Poucos
meses após certificar-se do imenso sucesso de vendas do modelo I do
microcomputador pessoal TRS 80, seu fabricante, a Tandy Corporation, decidiu
investir na expansão do sistema básico, através de unidades de disquete
de 5 ¼ polegadas. Para tanto, além do desenvolvimento do hardware
controlador de discos, houve a necessidade de escrever e testar em tempo
recorde um sistema operacional para disquetes. Essa tarefa foi iniciada pelo
analista Randy Cook, então empregado da Tandy, que produziu duas versões
sucessivas: o TRS-DOS 1.0, que nunca chegou a ser comercializado, e o TRS-DOS
versão 2.1, logo distribuído juntamente com as primeiras unidades de
disquete.
Entretanto, devido à pressa e à posterior saída de Cook da Tandy, o
produto foi lançado de forma incompleta, não testado em todos os seus
aspectos, e isso contribuiu para que apresentasse um grande número de erros
de programação, que minaram seriamente a confiança dos usuários nos
produtos Radio Shack.
Em 1979, uma pequena empresa do Colorado, a Apparat lnc., conseguiu corrigir
todos os defeitos do TRS-DOS 2.1 e o lançou no mercado sob o nome de NEW-DOS,
acompanhado opcionalmente de diversos programas utilitários poderosos, tais
como um disassembler Z 80, e um programa para modificação direta das
trilhas do disco (SuperZap). Quando comprado com esses utilitários
adicionais, o sistema recebia o nome de NEW‑DOS+ . Neste ínterim, a
Radio Shack lançava versões sucessivas do seu TRS-DOS, tentando sanar os
defeitos originais. Saíram, assim, em curta seqüência, as versões 2.2 e
2.3. Esta última veio a se estabilizar como a versão padrão do TRS-DOS até
1982, quando a versão 3.0, bem mais poderosa, foi lançada. Posteriormente,
os modelos III e IV, produzidos a partir de 1982 a 1984, respectivamente,
puderam dispor de versões mais avançadas do TRS-DOS.
O sucesso do NEW-DOS encorajou seus criadores a aumentar sua capacidade,
levando ao NEW-DOS 80. Enquanto isso, as fraquezas do TRS-DOS levaram à
entrada no mercado de um grande número de DOS compatíveis, como o V-TOS,
desenvolvido por Randy Cook em sua firma independente, e que posteriormente
levou ao que se considera o DOS mais avançado do gênero, o L-DOS da Lobo
Drives International. DOS-PLUS, ULTRA-DOS, Turbo-DOS, OPSYS, etc., são
outros sistemas semelhantes ao TRS-DOS, mas com maiores recursos, que também
vieram se juntar à concorrência nessa área.
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